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nei bandeirapor Nei Bandeira Jr.

(Presidente da Associação Baiana do Mercado Publicitário / ABMP)

 

Hoje, 4 de dezembro, é dedicado ao Dia Mundial da Propaganda. No século passado, a propaganda adquiriu uma dimensão especial com o surgimento do rádio e da televisão, meios de comunicação decisivos para a difusão da cultura e consumo de massa.

No Brasil, em 2009, o denominado “bolo publicitário” alcançou R$ 30.552 milhões de acordo com o Projeto Inter-meios da publicação semanal Meio e Mensagem.

Nesse mesmo ano de 2009, o valor do “bolo publicitário” registrou a participação de 1% no PIB do Brasil. Em economias mais desenvolvidas, essa participação alcança percentuais em torno de 2%, o que indica que há um caminho de expansão para propaganda nacional.

Os investimentos em mídia corresponderam, em 2009, ao faturamento bruto de R$ 22.273 milhões, equivalente a cerca 73% do total da economia da propaganda contabilizada pelo Inter-meios. Esse resultado demonstra a evidência de que os veículos de comunicação absorvem a parcela mais expressiva do valor do “bolo publicitário”.

Na Bahia, a expansão da economia da propaganda depende, basicamente, da performance do comercio varejista de bens e serviços, e do mercado imobiliário. Nesse ambiente econômico restrito, as verbas aplicadas pelo Governo do Estado e pelas prefeituras municipais, com amplo destaque para a da capital, têm uma participação significativa nos investimentos publicitários.

As estatísticas mostram o crescimento persistente do comercio varejista local a taxas anuais entre 7 e 10 %, nos últimos cinco anos. É uma expansão substantiva à qual se adicionam os excelentes resultados de segmentos como o imobiliário e o de revenda de veículos automotores, com incremento médio anual da ordem de 40% e 16%, respectivamente, no mesmo período.

É indispensável destacar a agressiva política comercial adotada pelos principais veículos de comunicação do Estado ao efetuarem a importação de verbas publicitárias de outras praças do País, em destaque o Estado de São Paulo, para compor o mix de suas carteiras de clientes. Essas verbas de importação respondem, em média, por 20 a 30% do faturamento anual desses principais veículos.

Assiste-se, assim, a um cenário econômico de expansão continuada, com destaque para o vigoroso crescimento do varejo de bens e serviços, e para a presença consistente e expressiva das verbas de importação mencionadas, compensando, de um lado, perdas gradativas de investimentos publicitários pelo deslocamento do poder decisório de empreendimentos localizados na Bahia para outras praças do País, e, de outro lado , os reflexos negativos do processo de concentração econômica que sempre favorece os centros mais desenvolvidos.

 

 

Fonte: Portal Ibahia