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(Publicado Originalmente na Revista Top of Mind 24º Edição)

 

Por que a publicidade e a propaganda continuam sendo tão importantes para a construção das marcas? Por uma simples razão: nosso negócio é criar ideias fortes para construir marcas fortes. E, inspirados em Darwin, estamos desenvolvendo uma grande capacidade para nos adaptar às tecnologias, que se renovam, atualmente, com uma velocidade incrível.

 

Dá para imaginar a Apple, o Itaú e o Posto Ipiranga sem a publicidade e a propaganda?

 

Steve Jobs sempre reconheceu na publicidade e na propaganda um ativo da Apple, que é um excelente exemplo de produto, com suas diferenças, verdades e uma personalidade muito definida, cabendo à publicidade traduzir na comunicação esta essência da marca.

 

Observem como a criatividade e a disciplina caminham juntas na comunicação do Itaú: a estética, o tom de voz, o cuidado e o primor com que o banco constrói a sua marca.

 

“Pergunta lá, no Posto Ipiranga” traz um posicionamento claro, a ideia surpreendente, o humor e a linguagem que mantêm a unidade da mensagem.

 

Tanto a Apple quanto o Itaú e o Ipiranga constroem marcas com ideias fortes, criatividade, disciplina e utilização da tecnologia para fazer seus conteúdos chegarem a seus públicos, por meio dos canais, com maior eficiência de investimento e, sobretudo, construindo relacionamentos e criando experiências para os seus clientes.

 

Trazendo para a nossa realidade atual, aqui, no mercado baiano, como seria sem a publicidade e a propaganda a imagem de marca dos nossos shoppings, dos grandes produtos imobiliários – para bairros inteiros e grandes lançamentos com mais de mil unidades -, dos prestadores de serviço nas áreas de educação e saúde, do varejo de pequeno e grande porte, das indústrias e das comunicações oficial e social, que prestam grande serviço à comunidade?

 

O pernambucano fala que “o que dá pra rir dá pra chorar”. A publicidade e a propaganda são instrumentos que, se utilizados corretamente, constroem marcas fortes e com relação de preferência com seus públicos. O que é um acerto, em muitos casos, pode ser um problema, se não estivermos bem assessorados. Aliás, como em tudo o que fazemos.

 

Para isso é necessária uma relação de confiança entre o anunciante e a sua agência. Fernando Carvalho, meu pai e um dos grandes líderes da publicidade, dizia que “uma agência não é melhor nem pior do que seu cliente, ela é igual”.

 

É de uma relação de confiança, criatividade e consistência da agência de publicidade e coragem do seu cliente que nascem ideias fortes, que ajudam a construir marcas fortes.

 

Quando as verdades e as diferenças de uma marca encontram o talento e a eficiência da publicidade, o resultado é vencedor.

 

A publicidade e a propaganda da era digital são, na sua essência, ao mesmo tempo, a mesma coisa e coisas completamente diferentes do que aconteceu no passado, quanto às tecnologias e multipossibilidades de relacionamento com seus clientes que escolhem com quem querem se relacionar e em que momento.

 

Assistindo Mad Men, série da Netflix que acontece na década de 60, nos Estados Unidos, com publicitários e publicitárias numa agência de publicidade, achei muito interessante, em um dos últimos episódios, e são quase 100, o executivo de mídia da McCann dando as boas-vindas aos novos computadores, dizendo que o momento era de focar nos dados e que a agência estava investindo na contratação de engenheiros e programadores. Isso aconteceu mais de 50 anos atrás, mas não parece atual?

 

Na publicidade estamos falando de criação, de tecnologia, de matemarketing com utilização dos dados e do conhecimento dos consumidores para a construção do melhor conteúdo e da escolha dos canais mais adequados para acompanhar a jornada desse consumidor sem uma abordagem invasiva. Não tem milagre, tem muito trabalho e muita transpiração.

 

A tecnologia e todas as propriedades do digital são hoje as grandes aliadas da publicidade, porque vieram para ajudar a mensurar e entregar mais resultados a partir de uma ideia vencedora.

 

Assim como em toda atividade, ou nos reinventamos e lideramos nossas atitudes ou não estaremos aqui amanhã, especialmente diante de todos os avanços da tecnologia. Mas esse é o desafio de toda atividade e de toda profissão.

 

A boa nova é que tenho visto muitos empresários e líderes de empresas, que construíram negócios sólidos e bem-sucedidos, se dando conta da importância de trabalhar sua marca, encontrando na publicidade e na propaganda o caminho.

 

Eles chegam como quem não quer nada e começam a falar das diferenças e verdades de suas empresas, com grande entusiasmo, depois começam a especular sobre como são percebidos, mas, sobretudo, como gostariam de ver sua marca chegar nas suas equipes e nos seus públicos. Aí entra a boa publicidade e a boa propaganda para ajudar a construir uma relação de preferência e admiração das marcas com seus públicos.

 

A publicidade e a propaganda constroem marcas fortes, são entregadoras de resultados e, aqui pra nós, são fascinantes.